E 2025 já começa anunciando as partidas que iremos sentir, e sentir muito. Nesta terça, 28, recebemos a notícia da morte de Marina Colasanti, aos 87 anos, e a maioria dos sites começaram suas matérias destacando a escritora. Resolvi que aqui o destaque será a mulher. A incrível mulher.

Marina era declaradamente feminista, e, caso não saiba, foi uma das integrantes do primeiro Conselho Nacional dos Direitos da Mulher. E se você também achava que sua escrita era voltada apenas para o público infantojuvenil, engana-se. Muitos dos seus livros refletiam sobre o lugar da mulher na sociedade.

“Eu Sozinha” foi lançado o seu primeiro livro, em 1968. Sua última obra, de 2017, recebeu o título “Tudo Tem Princípio e Fim”. Também é de autoria de Marina “Uma Ideia Toda Azul”, “Doze Reis e a Moça no Labirinto do Vento” e “Hora de Alimentar Serpentes”.

Mesmo sendo uma referência na literatura infantojuvenil, ela era uma escritora que transitava também pela poesia, contos e crônicas. Marina nos presentou com mais de 70 obras, e em 2024 foi a Personalidade Literária da 66ª edição do Prêmio Jabuti e finalista do Prêmio Hans Christian Andersen 2024, a mais importante distinção da literatura infantil no mundo.

Ah, sim… também não poderia deixar de destacar que Marina Colasanti também era jornalista, artista plástica e tradutora.

Algumas informações sobre suas obras

Ficou curiosa ou curioso para ler algum livro da Marina Colasanti? Abaixo vou colocar algumas dicas e um breve resumo para atiçar o seu desejo.

Eu Sozinha

O livro que marca a estreia de Marina Colasanti na literatura (1968) é uma coletânea de contos que explora temas como a solidão e a introspecção, apresentando já a profundidade e sensibilidade que caracterizariam sua obra.

Uma Ideia Toda Azul

Uma coletânea de contos de fadas (1979) que possui a proposta de reinventar as narrativas clássicas trazendo protagonistas femininas fortes e independentes. As histórias são permeadas por uma linguagem poética que encanta leitores de todas as idades.

Passageira em Trânsito

Coletânia de crônicas (2009) sobre temas cotidianos e existenciais, oferecendo ao leitor uma visão sensível e perspicaz da vida contemporânea.

Dani Rabelo

 

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