E finalmente chegamos à resenha do último livro da série “Para Nova York, com Amor”, da Sarah Morgan: “Milagre na 5ª Avenida”. Se você não quer ler todas as observações, basta saber que essa se tornou a minha história preferida. Eva e Lucas entraram na minha lista de casais mais queridos, ganhadores de quatro estrelas com muitas menções honrosas.
Agora, se você quer saber quais pontos chamaram a minha atenção nesta leitura, que aconteceu em apenas dois dias (sim, li o livro em dois dias), segue o fio!
Quem vê a Eva no primeiro livro da série pode, por acaso, ter uma primeira impressão totalmente equivocada dela, e isso pelo estereótipo que é criado: loira, bonita, que gosta de moda (com uma tendência para peças sensuais)… Tudo o que poderia fazer dela a tradicional mulher “superficial e avoada”.
No entanto, Sarah fez da Eva uma personagem que é tudo isso acima (uma mulher padrão), mas que também é inteligente, talentosa, sensível e nada boba. E sim, ela é sonhadora e romântica, mas com os pés no chão.
Como ela lida com a sexualidade também é um ponto que vale ser destacado nesta resenha. Eva tem uma camisinha na carteira e, mesmo sendo romântica, não trata o sexo como tabu. Ela tem seus pré-requisitos, mas não é a mocinha romântica que acha que sexo é algo que nem pode ser mencionado.
Falando, ou melhor, escrevendo sobre Lucas, acho que ele “bate o martelo” sobre a minha opinião em relação aos mocinhos dessa trilogia. Ele é o tipo de protagonista com problemas de um relacionamento anterior nada resolvidos e que se impede de viver outras histórias.
Pode ser uma impressão minha, mas não achei que, no caso deles, a mocinha surge como “Merthiolate”. Mas por qual motivo tive essa percepção? Pelo simples fato de que Eva não “implorou” para Lucas apostar na relação deles. Ele disse não, e ela entendeu e seguiu em frente (óbvio que houve sofrimento, mas Eva seguiu). Lucas tomou a decisão de apostar nos sentimentos dos dois, sabendo que Eva continuaria sendo a Eva. Sem tábua de salvação. Ele pediu para entrar no “Mundo Encantado da Eva”, e não o contrário.
Três coisas ainda preciso destacar aqui: continuei amando os momentos em que todos os amigos estão juntos; os personagens secundários (diferentemente dos outros dois livros) aparecem bem menos e sem muito destaque; e a avó de Lucas é uma personagem que não me decepcionou (desde o primeiro livro achei que ela seria maravilhosa!).
Para dizer “que não falei das flores”, bem que a Sarah poderia ter colocado um epílogo com os três casais reunidos. Acho que faltou isso para amarrar os três livros com chave de ouro.
Sendo essa série o meu primeiro contato com a escrita de Sarah Morgan, gostei demais. Como diz a Bell Lope, são livros “devoráveis”. Falta representatividade? Muita. E isso é algo que me incomoda. No conjunto, todos os protagonistas sustentam um livro* (*mesmo que às vezes irritem – leia a resenha de “Pôr do Sol no Central Park”), e as histórias se conectam, mas também possuem sua própria singularidade.
Se alguém quer saber se vou ler os outros três livros que chegaram depois para complementar essa série, saiba que sim. Vou apenas dar uma pausa, mas voltarei em breve com as resenhas de: “Simplesmente Nova York”, “Férias nos Hamptons” e “Manhattan Sob o Luar”.

Um comentário em “Resenha Literária: Ganhador de quatro estrelas e uma protagonista que não é Merthiolate”