O Brasil é um país bem danado. Danado pelo fato de que, de instante em instante, temos uma novidade. Que vai desde o fato de Baby (que era Consuelo, foi do Brasil e hoje eu realmente não sei mais – e nem me interesso) proferir absurdos sobre as vítimas de violência sexual perdoarem os seus algozes (mesmo que sejam familiares) até Eduardo Bolsonaro (o eterno Bananinha) se afastando do cargo público para morar/fugir para os Estados Unidos da América.
Se você é um colunista de fatos diários neste país, fica até difícil escolher qual assunto abordar no seu texto. Tem para todos os “gostos” e para todos os absurdos. E isso porque eu não coloquei os temas criminais: todo dia um caso de violência contra mulher, violência contra crianças… Todo dia um caso de racismo, de homofobia…
Sempre tem um “famoso” sendo cancelado e outro exaltado. Alguém recebendo vaia por mudar a letra de uma música de axé para encaixar o seu Deus. Ou uma loira na capa de uma revista para, justamente, comemorar os 40 anos do axé.
Falei do Brasil, porém, o resto do mundo não fica atrás. Também podemos entrar nos temas internacionais. Trump deportando em massa e tratando imigrantes como criminosos (se bem que as brasileiras condenadas pelo “8 de Janeiro” são mesmo criminosas – e não é que elas foram presas pelo presidente do país que elas tanto admiram!? – Ironias da Terra que não é plana). Tem o México mostrando que não vai se dobrar para o Tio Sam e a Argentina se esfacelando para o mundo todo assistir.
Já falei do filho do inelegível que fez as malas para os EUA como uma “demonstração de coragem”? Certamente, na visão deles, fugir é um ato de coragem, afinal, não é o pai dele que já está querendo anistia antes mesmo de ser condenado? Afinal, não são eles que pedem pela volta da ditadura, mas dizem que existe censura no Brasil? Eu sei, tudo sem nexo, mas com nexo para eles.
Notícias indicam que ele (o Bananinha) vai pedir ao governo dos EUA a intervenção no Brasil e a cabeça de Alexandre de Moraes. Já na “boca miúda”, das Redes Sociais, ele foi covarde mesmo: largando o pai e salvando o próprio pescoço. No final das contas, do mesmo jeito que eles abandonaram a galerinha do 8 de Janeiro, que diferença faria se utilizar do “cada um por si” e adaptar para um “Deus apenas por mim”?
Eu fico aqui aguardando as próximas notícias e memes. Atualizar os sites e Redes Sociais de cinco em cinco minutos e permanecer com a sensação de que nunca estarei atualizada o suficiente. E daí bate uma nostalgia de quando a notícia chegava no jornal da noite (ou no impresso do outro dia) e a gente se achava mega atualizado.

Fico me perguntando para que preciso de tanta informação. O que eu vou fazer com ela? Me distraio com tanta palavra que acabo nem dando conta do que tenho para falar.
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Acho que é bem isso: “para que preciso de tanta informação”. Precisamos mesmo?
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Se entrar nessa de querer cobrir tudo a pessoa fica maluca. Os roteiristas que escrevem essa série chamada Brasil são isanamente produtivos.
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Temporadas intensas =)
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