Novidade rolando para quem é autora (ou autor) independente – ou quer enveredar por esse caminho. O Spotify lançou nos Estados Unidos a sua vertente “Spotify Audiobooks”, e aqui já é possível que a Amazon, leia-se Audible, sinta o cheiro do perigo.
Segundo a empresa, o site irá receber histórias curtas para consideração de criação e publicação de audiolivros. Ainda temos a explicação de que o “Spotify Audiobooks” irá permitir que qualquer autor que tenha escrito uma história curta em inglês (e que tenha os direitos de áudio dessa história) tenha na plataforma uma possibilidade para publicação.
Se o material for “aprovado”, o Spotify irá publicar o audiolivro. O que teremos para o autor: o pagamento adiantado e royalties, o gerenciamento da produção e distribuição para as principais lojas de audiolivros.
Uma das motivações desse gigante, quando o assunto é streaming de música, “os usuários do Spotify vão adorar explorar essas audições intensas e de curta duração, e expandir nosso catálogo de audiolivros dessa forma dá aos fãs ainda mais escolhas no conteúdo que adoram consumir em nossa plataforma”, comentou Leah Kleynhans, Produtora do Spotify Audiobooks.
Ah! A plataforma também revelou que quer incentivar “autores independentes que preferem a autopublicação a subir os audiolivros de curta duração existentes no Findaway Voices, para alcançar novos públicos”.
Agora vamos lá…
De acordo com o texto divulgado pela PublishNews – “Por dentro do Audie Awards 2025, a 30ª edição do Oscar da indústria americana de audiolivros”, de André Calgaro – no dia 12 de março de 2025, os EUA são considerados uma vitrine para a indústria mundial do audiolivro. No material é dito que “o formato cresce há 12 anos consecutivos no país; personalidades conhecidíssimas, de atores hollywoodianos a políticos, narram audiolivros; e, claro, seu faturamento é bilionário”.
Aqui no Brasil, a mesma PublishNews publicou no dia 21 de janeiro de 2025 a matéria “CEOs das top20 editoras do Ranking Anual do PN fazem suas previsões para 2025” (escrita por Talita Facchini) e lá temos opiniões interessantes sobre os audiolivros no país. Para Marcos da Veiga Pereira, da Sextante, a “esperança é que o digital (e-book e áudio) cresça com mais vigor nos próximos anos, principalmente o audiolivro, que pode ser uma porta de entrada importante para novos leitores”.
Na visão de J.A. Ruggeri, da Alta Books, teremos um “crescimento na produção e venda de livros digitais e audiolivros: O mercado de e-books e audiolivros deve continuar crescendo, impulsionado pelo aumento do uso de dispositivos móveis e plataformas de leitura digital”.
E sobre mudanças significativas nos últimos anos, Anderson Cavalcante (editora Buzz) destacou o crescimento dos e-books e audiolivros: “Os audiolivros, por exemplo, têm mostrado um crescimento significativo nos últimos anos no mundo, alguns estudos projetam um crescimento global de 25% ao ano nos próximos 7 anos. Como somos o país que mais ouve podcast, penso que vamos ter cada vez mais leitores migrando para o audiolivro”.
Percebe-se que, pelas falas destacadas, a expectativa é de um aumento no consumo de audiolivros. Temos alguns aplicativos que oferecem esse formato de livro, porém, a Audible (que faz parte da Amazon) é uma das mais utilizadas.
Ter livros narrados, e de uma forma profissional, é tornar acessível o universo dos livros para pessoas cegas, e com qualidade. Sabemos que podem-se usar outras formas para se narrar uma história (como a Alexa), mas a interpretação e entonação dada por um profissional tornam a experiência muito melhor. E é preciso destacar que audiolivros também podem, e são, consumidos por pessoas sem nenhuma deficiência.
Eu, como consumidora de audiolivros, fico na expectativa para saber se, ou quando, o Spotify irá ativar esse serviço no Brasil.
