E como é bom encontrar um livro que nos tira de uma experiência não tão boa.
É dessa forma que já começo este texto, como um agradecimento a Lauren Asher. Afinal, meu primeiro contato com sua escrita, através de Amar e Reformar (série Bilionários de Lakefront), foi maravilhoso.
Explicando melhor a primeira frase escrita aqui: eu estava lendo anteriormente um romance contemporâneo que continua aqui na mesinha ao lado da minha, sem que sua leitura tenha sido concluída. Precisava de uma leitura para me resgatar, e, sem pretensão alguma, Lauren Asher fez isso.
Após essas linhas introdutórias, vamos para a resenha dessa série (ela já lançou as duas sequências nos Estados Unidos da América – quando teremos elas aqui? Espero que em breve).
Raiva, amor e uma cidade do interior
Amar e Reformar conta a história de Julian e Dahlia, que se conhecem desde sempre, nutrem um amor platônico um pelo outro, transformam isso em uma “inimizade com pegadinhas”, se envolvem e se desencontram na universidade e se reencontram dez anos depois.
Ah, eles são de uma cidade do interior (o livro se passa nos Estados Unidos) e a obra traz, logo nas primeiras páginas, um mapa da cidade (valorizem um livro que traz mapas!), além de um QR Code com as músicas do livro e outro informando sobre conteúdos sensíveis.
Falando nesses conteúdos, temos o luto (os protagonistas perderam os pais, sendo que Julian passou por essa perda durante a faculdade, e todo o desenrolar de sua relação com Dahlia parte desse ponto), a depressão (Dahlia é uma mulher com ansiedade diagnosticada e que entra em depressão após o término de um quase casamento) e uma questão sobre ter ou não filhos (Dahlia descobre algo que a leva a tomar essa decisão).
Lauren Asher soube lidar com todos esses temas de forma responsável. Não espere debates extremamente profundos, mas também não são rasos como um pires. Cada assunto é colocado dentro de um contexto, e a narrativa faz com que você se sinta ao lado dos protagonistas.
As primeiras passagens sobre a depressão de Dahlia e o capítulo sobre como Julian enfrenta o luto pela morte do pai foram, para mim, os pontos mais emocionantes do livro.
O fato de termos uma história que trata da relação entre duas pessoas adultas me agrada muito. Os protagonistas erram e acertam, mas a narrativa não tem grandes dramas ou reviravoltas. E considero isso algo bom.
A química do casal é de milhões, e a forma como a autora escreve as cenas quentes (e são quentes mesmo) é do meu agrado. Prepare-se para ação, muita ação.
Vamos agora aos personagens secundários?
Acabei não mencionando antes, mas as famílias de Julian e Dahlia são de origem mexicana. Sendo assim, como uma mulher latino-americana, a sintonia foi imediata. A interação de todos com os protagonistas (e a integração deles mesmos, através de piadas e trotes) resulta em momentos que certamente vão te fazer sorrir.
Temos aqui uma história de 400 páginas que descreve um amor de desencontros e um reencontro lindo de ler. As conversas entre Julian e Dahlia aquecem o coração e fazem a gente torcer para que fiquem juntos logo. Fui fisgada por eles e fiquei mega feliz com a existência de dois epílogos.
E, antes de finalizar esta resenha, preciso destacar a ilustração da capa (que é a mesma da edição original). Uma capa adulta, com traço simples e uma paleta de cores perfeita. Condiz com o conteúdo do livro: um romance adulto (se você entendeu isso como uma crítica às capas fofinhas com ilustrações coloridinhas, entendeu certo).
Julian, Dahlia e Lauren me proporcionaram uma leitura que mereceu quatro estrelas e resultou na minha busca por mais livros da autora. Inclusive, personagens da série Bilionários de Dreamland aparecem neste livro.
