A primeira coisa que preciso dizer é que os livros da Vi Keeland sempre significaram para mim um “lugar seguro” no meu mundinho dos livros. Eles sempre me resgatam de uma ressaca literária e, para mim, fazem parte da categoria “histórias Sessão da Tarde”.
Talvez, dependendo do ano do seu nascimento – mas acho que uma parte das pessoas que dedicam algum tempo para ler meus textos vai pegar a referência.
Ao fazer ao me referendar a “Sessão da Tarde”, a analogia que o meu cérebro faz é que as histórias da Vi Keeland possuem um formato relativamente simples, direto e que não nos colocam grandes questões ou grandes emoções. E, por favor, não trate isso como algo ruim.
Assim como alguns filmes que passavam nas tardes da Rede Globo, ao escolhermos uma de suas histórias, podemos nos acomodar no sofá e ter a certeza de que iremos terminar aquele momento com um sorriso no rosto e o coração quentinho.
Com tudo isso posto, realmente nunca senti a necessidade de escrever uma resenha sobre um livro dela. Mas, contrariando as estatísticas, ao ler “Desvio do Destino” (2024 – Editora Harlequin), isso mudou.
Não foi pelo tema do livro, mas pela forma como ele foi abordado, pelas reviravoltas e pela sensibilidade da escritora em escrever cenas que realmente me emocionaram. Se nos demais livros o relacionamento dos protagonistas era o eixo central da história, arrisco dizer que, neste livro, ele foi ofuscado por tantos outros temas e acontecimentos.
Trazer a amizade de duas mulheres de gerações diferentes e aquilo que as conectava foi algo lindo de ler. Louise e Eleanor me ofereceram momentos de reflexão.
Atenção: esse continua sendo um livro hot (+18), com cenas descritivas e pegação. Vi Keeland mantém o posto de uma das principais escritoras desse gênero. No entanto, talvez ela esteja saindo da categoria “Sessão da Tarde” para a categoria “Temperatura Máxima”.*
*Pessoas que não assistem às TVs abertas (especialmente a TV Globo), deem um “Google”.
Dani Rabelo
