Que ano tem sido 2025.

E hoje, dia 13 de maio, perto das 16h30, soube da partida de Pepe Mujica. Ao mesmo tempo que meus dedos se agitaram para escrever algo, meu cérebro não conseguiu definir qual seria o tom dessas linhas: raiva, tristeza…

Ex-presidente do Uruguai, ele foi um dos grandes entusiastas de importantes instrumentos para o fortalecimento da América Latina e da América do Sul: MERCOSUL, UNASUL e CELAC. Mujica tinha orgulho da América Latina. Tinha orgulho de ser latino-americano.

Um humanista. Uma vida comprometida com a construção de uma ordem internacional mais justa, democrática e solidária constitui exemplo para todos e todas.

Eu queria andar no Fusca de Mujica.

Queria fazer um passeio sem destino e vê-lo dirigir. Vento no rosto, uma boa música uruguaia (eu iria deixá-lo escolher o repertório) e o sorriso daquele que deve ter sido um jovem aventureiro.

Eu queria ter estado com Mujica.

Queria sentar à sombra de uma árvore, porém, não para conversar. Queria ouvir Mujica. Assim como fiz algumas vezes ao apertar o “play” em várias de suas falas que foram (ainda bem) registradas, queria escutá-lo.

Eu queria abraçar Mujica.

Só eu acho que Mujica devia ter um abraço apertado? Queria tentar, talvez por osmose, ter um pouquinho da sua visão das pessoas e do mundo. Queria sentir o calor de uma pessoa que escolheu suas batalhas sem a tentativa de parecer que não tinha medo. Mujica tinha medo, mas sabia o que precisava ser feito.

Eu queria ter vivido no mesmo tempo de Mujica.

Sim, eu vivi no mesmo tempo de Mujica. Posso não ter feito nada da minha lista acima, mas eu vivi no mesmo tempo de Pepe.

Você viveu no mesmo tempo desse grande homem. Sendo assim, é nosso dever honrá-lo.

Seguimos contigo, Mujica. Sempre!

Dani Rabelo

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