Antes de escrever essa resenha eu já tinha feito o roteiro do vídeo que gravei sobre a minha experiência ao ler “A Pequena Loja de Venenos”, de Sarah Penner (aproveito para te convidar para assisti-lo no canal da Imagística no YouTube – se ainda nao estiver no ar, em breve estará – A Imagística). O roteiro ficou tão completo, que agora me encontro com dificuldade para resumi-lo e adicionar alguns outros apontamentos.
Para te situar, “A Pequena Loja de Venenos’, que é um livro de 2020 (lançado no Brasil em 2022 pela HarperCollins) traz a história de três mulheres, em tempos diferentes, e que se entrelaçam através de uma descoberta e um mistério. Esse é o resumo bem resumido. Essa história também trata-se de perdas, traição, escolhas, consequência, união, coragem, encontros e conexões.
Tudo acontece no ano de 1791 e os dias atuais. Uma Londres do passado e uma Londres da atualidade que se cruzam através de um vidro de veneno e personagens que padecem daquilo que é o machismo e o patriarcado (não necessariamente nesta ordem) e de como ele nos faz acreditar, inclusive, que as escolhas foram nossas (isso acabei nem colocando no vídeo, e deveria ter feito isso).
Arrisco dizer eu as decisões tomadas por Nella, Eliza e Caroline dificilmente teriam sido as mesmas, mas, na história de Sarah Penner, o rumo que cada uma tomou determinou parte das suas vidas. Exatamente, eu disse “parte dela”. E isso porque, apesar de tudo, e mesmo que por pouquíssimos instantes (ou ainda por um longo tempo) elas conseguiram se trilhar um outro caminho.
Se você escolher ler essa obra prima de pesquisa histórica mesclada com ficção, saiba que momentos de revolta e tristeza farão parte da gama de sentimentos que irão te tocar. Ah, sim! Não posso esquecer da esperança.
Com cinco estrelas, “A Pequena Loja de Venenos” entra na minha lista de melhores livros de 2025. Uma ficção histórica de qualidade. Sem um final feliz clássico, mas, com finais felizes reais.
