Ler Julia Quinn é sempre uma sensação de voltar para um lugar seguro. Apesar de não saber quem são os personagens, quais os enredos e tramas, sei que tudo vai ficar bem no final. Se quero a certeza de terminar um livro sem passar por fortes emoções e tendo a certeza de que o casal fica junto no final, não existe a opção de não escolher uma história escrita por ela.
Assim como algumas de nós, conheci a autora através da primeira temporada de Os Bridgertons. Depois de maratonar os episódios da série, foi a vez de maratonar todos os livros desses irmãos, e foi quando conheci o Quarteto Smythe-Smith.
Como ignorar aquele grupo musical nada talentoso, porém, demasiadamente esforçado? Primas e irmãs que, apesar de aparecerem pontualmente nas histórias dos Bridgertons, ganharam os nossos corações e tiveram as suas histórias contadas. Sendo assim, depois desses dois parágrafos introdutórios, vim contar a minha experiência com o primeiro volume do livro sobre O Quarteto Smythe-Smith – Simplesmente o Paraíso.
Honoria Smythe-Smith e Marcus Holroyd possuem uma história como casal (óbvio), mas o que mais me prendeu foi a história do Marcus. As partes dedicadas a contar sobre a sua infância fizeram com que eu quisesse me conectar mais com ele do que com Honoria. Não é que ela seja uma protagonista desinteressante. A questão é que Marcus é mais.
Confesso que, em um determinado momento, eu me confundi para saber quem era quem das Smythe-Smith. Achava que uma era outra, e a outra era a primeira. E quando isso acontecia, meu cérebro saía da história. Superado isso, gostei de conhecer os bastidores dessa família. E foi impossível, quando chegou na parte da apresentação, não lembrar das cenas semelhantes que li nos livros de Os Bridgertons.
O primeiro livro do Quarteto Smythe-Smith certamente não será o meu preferido (quando eu terminar a leitura de todos), também não é o melhor que li da Julia Quinn. Porém, como coloquei no primeiro momento da resenha, terminei a história com um sorrisinho bobo no rosto. Sem grandes sustos, sem grandes tramas, mas, entregando um básico com qualidade. E isso não é desmerecedor, não mesmo.
Dani Rabelo


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