E não é que essa garota aqui leu Ali Hazelwood! Finalmente esse dia chegou e, talvez, não da forma como deveria ser. Afinal, o meu primeiro contato com a autora foi através do seu primeiro livro de Fantasia, ou, caso você queira chamar, Romantasia. NOIVA me acompanhou durante alguns dias, com a sua capa dura e pintura trilateral belíssima.
Pode ser que a minha decisão de optar por esse livro tenha sido pelo fato de eu ter apenas ele na minha estante. Mas se eu confirmasse isso, estaria faltando com a verdade. Olhando para a prateleira que fica exatamente na minha diagonal do lado esquerdo, vejo aqui os cinco primeiros livros dela. Todos lançados antes de NOIVA.
E por que cargas d’água eu escolhi essa história? Apenas e somente curiosidade.
Nunca li uma Fantasia com foco no romance, e estava há algum tempo tentando escolher qual seria o meu primeiro livro. Não queria nenhum das séries mais famosas (Corte de Espinhos e Rosas ou Quarta Asa). Queria algo que não fosse um “esquema de pirâmide” e nem tão “rebuscado”. O que eu queria mesmo era um livro “café com leite”. Já posso adiantar que Ali Hazelwood me entregou exatamente isso. Bingo!
Em NOIVA, temos a história de uma vampira (que não vive no mundo dos vampiros já faz um bom tempo) e um lobo (que é o chefão da matilha) em um casamento que atende interesses mútuos e (se você achar que a informação seguinte é um spoiler, Meu Deus!) que acabam se apaixonando. Essa é a premissa do livro, e o que a autora fez a partir disso me levou de volta para os filmes “Entrevista com o Vampiro”, “Lobo” (com Jack Nicholson) e até mesmo “Harry Potter”, além das séries “Diários de um Vampiro”, “Buffy, A Caça-Vampiros”.
Não acho necessário comentar sobre a escrita da autora (e normalmente só faço isso quando esse é um dos motivos para a minha não conexão com a história), mas acho válido destacar que Ali Hazelwood consegue prender o leitor. Por muitas vezes me vi aficionada em saber o que iria acontecer na página seguinte. Ponto para ela.
Conforme dito acima, achei mesmo que essa é uma Romantasia (tenho algumas questões sobre esse termo, mas esse ainda não é o espaço para falar sobre isso) para iniciantes.
Temos um universo, na minha humilde opinião, relativamente simples (tendo o mundo como conhecemos como base para a construção da história criada pela autora). Nem o mundo dos vampiros é algo extraordinariamente diferente e nem o mundo dos lobisomens. Alguns termos e alguns costumes para diferenciar as respectivas civilizações, e dessa forma a gente consegue entender um pouco mais sobre os vampiros e lobos.
Sobre o casal, Misery e Lowe, digo que não estão na lista dos meus dez casais favoritos. Temos o clima de “inimigos que se apaixonam”, temos química e temos cenas bem quentes, mas, ainda assim, eles não me ganharam totalmente. Funcionam juntos, mas nada especial.
Ainda sobre a história, os momentos finais possuem um ritmo diferente do restante do livro. Um tanto frenético e com surpresas que nos prendem até a última página.
Para a minha primeira experiência com Ali Hazelwood, o resultado foi satisfatório. Bom o suficiente para que eu queira descobrir se algum outro livro dela, de romance contemporâneo, irá entrar no topo dos meus livros preferidos.
Dani Rabelo

