É verdade que adoro ler livros de escritoras e escritores que conheço. Afinal, andar em terreno seguro é muito mais… seguro? No entanto, isso não significa que seja incomum dedicar meu tempo à leitura de uma história escrita por uma pessoa verdadeiramente desconhecida, ou por alguém de quem só ouvi falar, mas de cuja obra nunca li nada.

Lauren Layne encontra-se na categoria de “escritora que conheço de nome, mas da qual nunca tinha lido nada”. Sendo assim, minha estreia foi com o livro NO CORAÇÃO DE MANHATTAN, publicado no Brasil em 2022 pela editora Paralela.

Temos a história de Violet e Cain, e na contracapa a afirmação de que essa é uma versão de MY FAIR LADY. Essa informação teve alguma utilidade para mim? Não, mas, caso tenha para você… Ainda assim, sem saber ao certo quem era MY FAIR LADY, esse enredo já foi replicado muitas e muitas vezes: a transformação de uma pessoa para que se encaixe em determinado espaço.

Vou citar alguns filmes com essa mesma inspiração: UMA LINDA MULHER (1990), ELA É DEMAIS (1999) e TROCANDO AS BOLAS (1983). Captou o tchan da história escrita por Lauren Layne?

Pois bem, neste livro, Cain é o “homem rústico da Louisiana” e Violet, a “patricinha rica de Nova York”. Uma história da qual a gente já sabe exatamente não só como será o final, mas também o começo e o meio.

Se, depois de ler todos os parágrafos acima, você achou que eu não gostei do livro, está totalmente equivocada (ou equivocado). Em NO CORAÇÃO DE MANHATTAN, encontramos uma versão que não faz vergonha a todas as outras boas versões. Aquele livro gostosinho que combina com uma tarde de domingo, uma xícara de chá e uma rede (honrando o meu sangue nordestino).

Sem grandes surpresas. Sem grandes tramas (e dramas). Nada demais. Nada a menos. Na medida certa para você gostar do “cão e gato” dos protagonistas, para querer chegar ao momento “vestido vermelho da Julia Roberts” e ao final de milhões. Ah, e a gente também sabe quem muda quem de verdade.

Temos química entre o casal, uma avó fofa, um ex “pé no saco”, uma amiga legal e um epílogo que faz com que você termine a leitura com um sorrisinho bobo no rosto.

Dani Rabelo

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