Estou atrasada com as resenhas dos livros de ficção? Sim. Tenho uma pilha deles olhando para mim neste exato momento? Com certeza. Sendo assim, antes tarde do que mais tarde, venho humildemente contar para vocês a minha experiência ao ler o livro FEITIÇO DE AMOR, de Kate Robb (Editora Verus, 2024).

Antes de iniciar a resenha em si, acho importante contextualizar a escolha dessa minha leitura. Na verdade, a escolha pela compra do livro. Eu mesma me enganei. Achei que a frase de indicação da capa era de Sarah Morgan, a autora de uma das minhas séries preferidas: PARA NOVA YORK, COM AMOR (e tem resenha dessa série aqui no blog). Levei o livro para casa sem pensar duas vezes (isso foi em 2024); porém, quando tirei da estante para lê-lo, percebi que a Sarah da indicação não era a Morgan e sim a Adams (TÁTICAS DO AMOR). Como não li nada da Adams, dei um voto de confiança.

Outra coisa que preciso compartilhar foi o fato de que recebi um mega spoiler da história. Nem estava perto da página vinte quando uma pessoa, em um momento de leitura ao ar livre com um grupo de pessoas, soltou a frase que resume o ponto principal do livro. Depois de um momento de constrangimento, levei tudo com tranquilidade, afinal, não tenho grandes problemas com spoilers (com exceção daqueles que realmente podem mudar 100% a experiência com livros/filmes/séries – no nível: OS OUTROS, SEXTO SENTIDO ou GUERRA NAS ESTRELAS, episódio 5).

Mas agora chegou o momento de contar o que eu achei da história de Gemma e Dax, que trazem o clichê dos “melhores amigos que se apaixonam”. Adianto que não foi a melhor história que já li com essa temática, e até agora não sei se foi a química do casal (que não me pegou), ou os protagonistas individualmente, ou tudo junto e misturado.

Deixa eu tentar explicar melhor…

Independentemente do cenário da história (e não vou contar o “tcham”), eu nem consegui me sentir próxima o suficiente da Gemma para torcer por ela (sofrer, me compadecer com as suas inseguranças, passar pano para as suas idiotices…), como também o Dax não é aquele cara que faz com que eu queira que ele fique com a protagonista (faltou tempero? Faltou iniciativa? Não sei, mas sei que faltou algo). E aqui registro que não estou falando de personagens perfeitos. Não foi a “humanidade” de cada um que me frustrou; acho que foram as personalidades mesmo.

Se individualmente eles não funcionaram para mim, como casal o resultado não poderia ser mais sem graça. Sabe o que é um casal “ok”? Então, Gemma e Dax foram exatamente isso para mim. A interação deles como amigos não aqueceu o meu coração, e eles como um casal não aqueceu outros pontos do meu corpo (se é que você me entende). Uma pegação “ok”. E, se uma pegação é “ok”, a coisa é grave, concorda?

Se você está se perguntando qual nota eu dei para o livro, ele ficou com três estrelas, e o responsável por ser um bom livro foram as personagens secundárias (tia e irmã da Gemma) e a criatividade da autora em criar todo o “negócio” que me fez lembrar de filmes que eu já assisti (e que gostei muito).

Gostaria muito de ter me envolvido com a história dos protagonistas, mas, se no final das contas o fato de eles ficarem ou não juntos não foi algo que me preocupou, acho que isso diz muito sobre a minha experiência. Só espero que os livros da Sarah Adams sejam melhores, afinal, a indicação dela (para mim) não rolou.

Dani Rabelo

Resumo: Estou atrasada com as resenhas e comprei Feitiço de Amor enganada pela indicação na capa, além de ter levado um spoiler do ponto principal da história logo no início da leitura. Os protagonistas Gemma e Dax não funcionaram para mim: individualmente não me cativaram, a química do casal não me pegou e a interação deles como amigos também não aqueceu meu coração. Tudo foi apenas “ok”, inclusive a pegação. Por isso, dei três estrelas ao livro. Quem salvou foram as personagens secundárias e a criatividade da autora. No fim, não me importava se o casal ficaria junto ou não, e isso diz tudo sobre a minha experiência.

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